sexta-feira, 1 de julho de 2016


Semana de Meio Ambiente em Xapuri 


Em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, o IFAC, campus Xapuri participou das ações do município para comemoração dessa data. A seguir, reportagem do município, na integra, publicada em site da prefeitura disponível no link abaixo: 


http://xapuri.ac.gov.br/semana­do­meio­ambiente­encerra­com­passeata­em­xapuri­2/



É o projeto reciclar caminhando com a sociedade!


SEMANA DO MEIO AMBIENTE ENCERRA COM PASSEATA EM XAPURI 

A Semana do Meio Ambiente de Xapuri teve inicio no dia 30 de maio e contou com uma vasta programação todos os dias nas escolas da rede Municipal, Estadual e Federal através do Ifac de Xapuri.
Uma vasta programação foi elaborada pela Secretaria Municipal de meio Ambiente e pelo Instituto Federal do Acre que trabalharam em parceria na realização da Semana, oferecendo desde cursos a palestras e plantio de mudas de árvores.
Para o Secretario Municipal Idalino Junior, a programação foi muito produtiva e a participação do IFAC engrandece a cada ano a Semana do Meio Ambiente, “foi muito produtiva nossa programação, tivemos uma participação muito grande de alunos e esperamos eles sejam multiplicadores das boas idéias e das práticas de preservação e conservação do meio ambiente”.
Para encerrar a Semana do Meio Ambiente foi realizada uma caminhada com os alunos das escolas
Anthero Soares Bezerra, Divina Providência e IFAC pelas ruas da cidade, onde os alunos carregavam
cartazes e faixas alusivas a preservação.





domingo, 1 de maio de 2016

Fim do verão e do inverno amazônicos desafia resiliência dos rios
* Ecio Rodrigues
Parece que as pessoas ainda não se deram conta dos efeitos decorrentes das mudanças no clima em seu cotidiano. Aqui na Amazônia é possível que o desaparecimento da histórica estacionalidade que sempre dividiu o ano em inverno e verão faça finalmente a ficha cair, como se diz.
Primeiro, é sempre bom reforçar que, na Amazônia, o desmatamento e sua ampliação anual a taxas persistentes e superiores a 5 mil km2 está na raiz de todos os males, em especial no que diz respeito ao aquecimento global.
Significa afirmar, sucintamente, que duas prioridades deveriam ser assumidas pelos gestores públicos como emergenciais: o reflorestamento das áreas já desmatadas e a redução a zero do desmatamento a partir de 2016.
Dito isto, cabe analisar, num despretensioso exercício de presciência, quais poderiam ser as consequências se as duas estações climáticas regionais – denominadas de inverno (alta pluviosidade) e verão (baixa precipitação) – viessem a se confundir, a ponto de a distinção entre ambas não ser mais perceptível.
A palavra-chave, aqui, é “adaptação”.
Como se sabe, existe estreito vínculo entre o comportamento das florestas e as estações do ano, principalmente em função das alterações na oferta de três insumos que as plantas e animais valorizam muito: água, temperatura e luz.
Para usar o exemplo da oferta de luz, diga-se que o fotoperíodo (como preferem os agrônomos) é bem maior durante o verão (que corresponde ao inverno amazônico). Durante esta estação as plantas ficam expostas à luz do sol por um tempo mais longo; por conseguinte, observa-se ampliação da fotossíntese e da produção de flores e frutos, o que, enfim, costuma ser bastante admirado pela fauna silvestre.
Se não mais houver distinção entre o inverno e o verão amazônicos, tanto os humanos quanto a fauna e a flora terão que se adaptar às novas condições climáticas.
Muitos haverão de considerar que a ocorrência de uma única estação climática, durante todo o ano, pode representar maior estabilidade na vazão dos rios e encerrar o ciclo dos traumas relacionados às alagações, como a que aconteceu em 2015.
Enganam-se. A estabilidade na pluviosidade não significa necessariamente o fim de eventos extremos. Ainda que a vazão dos rios se mantenha durante a maior parte do ano em níveis médios, alagações e secas vão continuar acontecendo – uma vez que as causas desses eventos estão vinculadas a fatores como desmatamento, quantidade de carbono jogada na atmosfera, aquecimento do planeta e alterações no clima. 
A palavra chave, nesse caso, é “resiliência”.
Entendendo-se resiliência como a capacidade de o rio retornar ao estágio original depois de sofrer algum tipo de impacto ou pela ocorrência de eventos extremos, pode-se dizer que maior ou menor resiliência representa recuperação rápida ou lenta, respectivamente, após uma alagação ou seca.
A resiliência está diretamente relacionada à vazão do rio e, sobretudo, à quantidade de biomassa florestal presente na mata ciliar. Assim, a taxa de desmatamento evidenciada em determinada bacia hidrográfica irá interferir diretamente na resiliência dos cursos d’água que integram essa bacia.
A adaptação ao fim do inverno e do verão demandará pesquisas sobre a resiliência dos rios e a interação entre água e floresta. Mas isso, hoje, não passa de utopia.


*Professor Associado da Universidade Federal do Acre, engenheiro florestal, especialista em Manejo Florestal e mestre em Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná, e doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Será o fim do inverno amazônico?
* Ecio Rodrigues
Pesquisadores que atuam com climatologia e meteorologia na Amazônia vêm alertando, com mais veemência nos últimos 10 anos, para um fenômeno climático que pode alterar – de forma radical, advirta-se – o cotidiano de quem vive na região: o fim da estacionalidade.
Por estacionalidade entenda-se a divisão do ano em períodos distintos, caracterizados por condições específicas de clima, que vão provocar reações igualmente específicas por parte das plantas e dos animais.
Não é segredo para ninguém que a primavera é a estação das flores; significa que, no ano corrente de 2016, no caso do Brasil, país situado abaixo da linha do equador, a maior parte das plantas deverá florir entre 22 de setembro e 21 de dezembro.
A primavera é a estação que começa após o inverno e cujo término dá início ao verão. O outono, por outro lado, marca o interstício entre o verão e o inverno.
Nas zonas temperadas, onde as estações climáticas são bem definidas, como acontece no Sul do Brasil, o cotidiano é moldado a partir dos impactos causados pelo calor, pelo frio, pela floração das árvores, pela queda das folhas – só para fazer referência a alguma característica marcante de cada estação.
Na Amazônia, todavia, isso não acontece. Como dizem os mais experientes, na Amazônia só há duas estações, a seca e a chuva.
No tempo da completa ausência de infraestrutura, quando a pavimentação de ruas era um luxo desfrutado apenas em metrópoles como Manaus e Belém, dizia-se que essas duas estações eram a da lama e a da poeira.
Mas, a presença de lama e de atoleiros representa apenas uma das faces da “estação das chuvas” – a outra se refere ao aumento da vazão dos rios, que, por sua vez, leva à fartura das cheias, além de importar em melhoria expressiva na beleza cênica da paisagem.
As chuvas também sempre foram associadas à ocorrência de temperaturas mais amenas – por isso, o período das chuvas corresponde ao chamado inverno amazônico.
Seguindo à risca as efemérides das estações do ano, diga-se que em 21 de março último teve início o outono, assinalando-se o fim do verão. Na Amazônia, contudo, esse período costumava marcar o fim do “inverno”, ou seja, a ocasião em que começavam a rarear as chuvas e iniciava-se o “verão”, a época da seca, cujo auge acontecia ente agosto e setembro.
Mas já não é bem assim. Para os cientistas que monitoram as curvas de pluviosidade e a temperatura (para ficar nas principais variáveis), o fim da estacionalidade pode ser uma realidade. Significa afirmar que a distribuição anual das chuvas pode deixar de apresentar as variações que justificavam tanto o inverno quanto o verão amazônicos.
A se confirmar essa hipótese, o que certamente requer a continuidade das pesquisas envolvendo clima, meteorologia e interação entre água e mata ciliar, a vida na região terá que se adequar a alterações que dizem respeito a temperatura, disponibilidade de água, quantidade e intensidade de luz. Tudo agravado por ambiente e clima rigorosos, que não se compadecem dos que moram por aqui.
Será o fim do inverno amazônico? Pode ser. Mas a adaptação às novas condições do clima não será fácil.


*Professor Associado da Universidade Federal do Acre, engenheiro florestal, especialista em Manejo Florestal e mestre em Política Florestal pela Universidade Federal do Paraná, e doutor em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Matéria de divulgação ampla sobre Projeto Igarapé Santa Rosa
Responsabilidade: Oscip Andiroba (www.andiroba.org.br)
Projeto de restauração do Igarapé Santa Rosa, em Xapuri, conclui Fase II
Ocorreu no dia 09 de outubro último, na sede do Ifac no Campus de Xapuri, reunião de avaliação de encerramento da Fase II do Projeto Igarapé Santa Rosa. Com a presença de representantes das instituições envolvidas na sua execução. foi possível discutir os avanços obtidos com relação a restauração do Igarapé Santa Rosa.  
Acontece que há mais de cinco anos um conjunto de instituições, que envolve a Prefeitura Municipal, o Fundo Mundial para Vida Silvestre, o WWF da sigla em inglês, a Oscip Andiroba, a Engenharia Florestal da Ufac, o Ifac de Xapurí, a Engenharia Civil da Unesp, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a Associação dos Moradores do Bairro Bolívia, com recursos financeiros oriundos da Fundação Banco do Brasil realizam um conjunto variado de atividades no Igarapé Santa Rosa.
Detalhamento do percurso rural e urbano do igarapé Santa Rosa
Como se pode observar no mapa ao lado o Igarapé Santa Rosa é genuinamente xapuriense, com nascente e foz no território do município.
Em torno de 70% do trajeto do igarapé é percorrido em área considerada rural onde se encontram seis propriedades em que a criação de gado é a atividade geradora de renda mais importante. Outros 30% do percurso do igarapé acontece em área considerada urbana, com predominância de instalações residenciais e pouca, ou nenhuma, atividade comercial.
 Em ambos os casos a conservação do igarapé foi tratada com indiferença e despreocupação. 
A equipe de pesquisadores envolvida na execução do projeto, formada por profissionais em nível de mestrado e doutorado nas áreas de engenharia florestal e civil observaram de pronto que havia diferenciação significativa no impacto decorrente da ação entrópica em cada um dos trechos.
Para o pesquisador da Unesp, Jairo Salim Pinheiro de Lima, enquanto que na porção rural o igarapé foi degradado devido a substituição da mata ciliar por cultivo de capim, em área urbana o problema decorre do impacto na área de saneamento básico, com o despejo de esgoto sem tratamento.
 Com relação à porção urbana do igarapé a tecnologia cadastrada na Rede de Tecnologia Social, denominada de Fossa Seca ou Fossa Séptica é de simples aplicação, não exige dos trabalhadores habilidades complexas e, o mais importante, de baixo custo.
        
Mapa com residencias georreferenciadas participantes do projeto
Apoiado com recursos da Fundação Banco do Brasil, a Fase II do projeto possibilitou a instalação de 270 Fossas Sépticas, atendendo a 100% das residências localizadas no raio de influência do Igarapé Santa Rosa. Significa que a totalidade do esgoto residencial carreados para o rio Acre chegará ao Igarapé Santa Rosa após passar por um tratamento sanitário.
         A expectativa é de que no curtíssimo prazo a água que corre no igarapé apresente características visíveis, como cor e turbidez, de melhoria.
Moradora contemplada com fossa séptica em sua residência 
    A conclusão unânime de todos os participantes é que essa experiência não pode ser perdida em relatórios de execução que agradam as instituições, mas tem pouca serventia na vida das pessoas. Pelo contrário, a experiência do Igarapé Santa Rosa deve ser continuada. Após a trágica alagação de 2015, Xapurí parece dar sinais de que uma recuperação é possível. Só depende das pessoas.









sexta-feira, 18 de setembro de 2015


Clima, floresta e agricultura 


        Diante de um quadro ameaçador quanto a manutenção e equilíbrio do ambiente, é divulgado o documento final da Coalizão dos empresários florestais (abaixo). Para Amazônia, podemos destacar especialmente a Proposta 14 - Aumentar em 10 vezes a área de manejo florestal sustentável rastreada no Brasil, até 2030, e coibir a ilegalidade de produtos florestais madeireiros provenientes de florestas nativas. 

       Se as concessões florestais colocarem madeira manejada em quantidade para atender a demanda do mercado, o problema está resolvido.


       Confira essa e as demais propostas: 




disponível em: http://www.coalizaobr.com.br/index.php/documentos-da-coalizao

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura

Instalada em dezembro de 2014, a Coalizão Brasil, Clima Florestas e Agricultura é uma iniciativa formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade e indivíduos, interessados em contribuir para o avanço e a sinergia das agendas de proteção, conservação e uso sustentável das florestas, agricultura sustentável e mitigação e adaptação às mudanças climáticas, no Brasil e no mundo.
Em 24 de junho, mais de 200 representantes de associações setoriais, empresas e Organizações Não Governamentais compareceram à solenidade de lançamento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, na qual foi entregue seu documento coletivo elaborado ao longo dos últimos seis meses.
Confira no link abaixo o conjunto de propostas das discussões (entre as temáticas Clima, florestas e agricultura) para enfrentar  as mudanças climáticas e promover o desenvolvimento sustentável. 
http://www.coalizaobr.com.br/index.php/documentos-da-coalizao